Pensamentos Soltos


TEATRO: LADY LAZARUS

 

     Em uma noite de 1963 Sylvia Plath prepara o leite e escreve um bilhete para seus filhos.
Depois disso, liga o gás de cozinha e morre. 
     No ano de 2005, em uma praia brasileira, surge uma mulher perambulando desnorteada pelas ruas da cidade até
ver um outdoor da peça "Lady Lazarus". Sylvia Plath havia ressucitado. 
     Partindo dessa idéia insólita, desenvolve-se um texto perpicaz e com humor ácido. Diante da situação surge uma
nova Sylvia,mas com a mesma genialidade de antes. Em certo momento ela mesmo confirma isso dizendo: "aquela jovenzinha frivola
de cabelos loiros não existe mais. Renasci com cabelos castanhos, como assim são meus versos". Atuações fortes e bem dosadas, que conseguem manter a  tênue linha entre o drama e humor. Lindo.Triste.Comovente.Intenso.  

(...)

Morrer
É uma arte como tudo mais
Eu faço isto extremamente bem
É o teatral da situação
Voltar em pleno dia
Ao mesmo lugar, a mesma face, o mesmo grito brutal,embasbacado:
É um milagre!
Isso acaba comigo
Há um preço
Por estar vendo minhas cicatrizes, há um preço por ouvir meu coração
Sim, ele palpita(...)

Trecho do poema Lady Lazarus


 



Escrito por Luna às 15h38
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Sabem a cena peculiar das fãs de Zezé di camargo e Luciano, KLB e cia se amontoando em
cima uma das outras, querendo tocar e, se possivel, arrancar alguma parde do corpo, do seu idolo,
todas devidamente munidas de faixinha com o nome do artista escrito em gliter dourado amarrada na testa, maquina
fotografica a punho, fotos vendidas da entrada e a coleção de cds para serem autografados?
Sabem aquelas sortudas que conseguem chegar perto do seu objeto de adoração e a única coisa que fazem é
chorar e pronunciar algumas palavras inteligiveis: "Eu...Buaaaaaaaaa...Eu....fummmm(nariz fungando) amar vocês"?
Eu tive esse momento, meus caros.
Não, eu não fui a um show de nenhuma dupla sertaneja, mas a um show da banda Cordel do Fogo Encantado
no FENART.
Lá estou eu esperando o inicio de uma palestra sobre literatura quando escuto o som da abertura do primeiro CD.
"Bibi, eles tão passando o som!"; "Tão nada,menina! tu acha que eles já vão estar aqui de tarde?"; "Guarda meu lugar
que eu vou lá ver".
Quando estou descendo a rampa já dava para ver que eram eles passando o som. alguns fãs já estavam marcando presença, mas
no palco só estavam os tecnicos, alguns jornalistas, e, ele: Lirinha, o Vocalista-poeta-marido-da-Lendra-Leal.
Lá fui eu subindo direot pro palco.
"Ei! Ei! Pra onde você está indo?"(segurança de dois metros de altura com voz cavernosa)
"Para o palco"(Eu, querendo mostar alguma altivez no meu um metro e quase sessenta)
"Não pode"
"Mas moço, me deixa subir, eu fico quietinha"
"Pode não"
"Seu segurança, eu juro que fico lá quietinha. Eu só quero ficar lá."
"Não pode. São ordens. Se te pegam lá, sobra pro meu lado"
"Mas, seu segurança, eu juro que fico lá bem quietinha, ninguém vai me ver. eu nem peço autografo se o senhor não quiser. Aliás,
se o senhor pedir eu nem respiro. Juro!"
"De jeito nenhum"
Depois de dez minutos de insistencia o segurança perdeu um pouco da paciência:
"Minha filha, aqui só entra quem tem o crachá de imprensa. Você tem!?"
"Mas moço, eu sou pré-imprensa, eu faço Jornalismo!"
O segurança começou a rir. Nesse momento aparece um dos rapazes do som: "Ei, pode deixar a menina subir aê!"
Lá fui eu, toda serelepe pra cima do palco. Peguei autografo de Cleyton Barros, um baixista fenomenal.
mnandei uma mensgem para uma amiga minha que havia passado a semana tripudiando de mim porque ele iria pegar a banda no aeroporto
e deixá-los no hotel. Um dia antes tudo deu errado. "tô no palco com CORDEL". Segundos depois ela me liga.
"Como assim, menina?"
"Minha filha, eu tô aqui no palco com cordel. consegui subir! Eles tão passando o som"
"como tu conseguiu isso?"
Breve explicação da história
"Lirinha tá na minha frente dando entrevista, tu tem noção!? Lirinha!!! Ai...ai...lá vem ele, Ju
Ele tah vindo! Ele tah vindo!Ele tá vindo! ". Desliguei o telefone na cara dela.
Lá estamos eu e Lirinha.
De todas as frases inteligentes que eu poderia ter dito,
entre todos os comentários do mundo que eu poderia ter feito, as únicas palavras que sairam da minha boca foram:
"Porra...O som de vocês é muito massa!" (Não, minha filha, você estaria aqui pedindo autografo, com essa cara de deslumbrada
se odiasse a banda!)
Lirinnha uma simpatia,de uma simplicidade que só os grandes possuem.
O show da noite foi incrivel, como todas as apresentações deles . Apesar da banda parecer um pouco cansada de estar executando mesmo show há três anos.
mas o show deles é...mágico! Um dos maiores públicos desse FENART mostram que essa não é apenas minha opinião e
o número absurdo de pessoas mostra que, para ser sucesso, não é preciso pagar o famoso jabá as gravadoras ou aparecer no Faustão.
A música brasileira vive e se renova.Ainda bem!

Escrito por Luna às 14h02
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Cenário: Centro Histórico de João Pessoa
Personagens:eu e mais três amigos desavisados
Por quê: show de Zé Ramalho
Quando: uma noite de sábado chuvosa


Festividades da padroeira da cidade, Nossa Senhora das Neves, próximo à catedral. Depois de duas eras procurando um local para estacionar , já que quase todas as ruas estavam fechadas, começamos a explorar o ambiente.
Lá estávamos nós, no meio dos brinquedos do parquinho, famílias com suas crianças felizes, maçãs do amor e algodão-doce(huum). “Isso é tão minha infância, Tay!”. Só faltava o correio elegante pelo rádio-fone. Descemos...quer dizer, fomos empurrados pela multidão até a casa da pólvora, onde havia uma banda tocando ciranda. Imaginar a cena de um monte de gente numa roda, fazendo o mesmo passinho centenas de vezes pode parecer tosco, mas eu juro a vocês que é bem divertido!
“Bora pro palco principal!?”;” Bora!!!” e lá fomos nós, afinal o show não ia demorar a começar. Descendo a ladeira que imita a do pelourinho soteropolitano, chegamos ao local desejado e dando inicio a segunda parte da noite. Palco principal, duas velhinhas escrotas tocando embolada: “sua mãe fica agaxada debaixo do juazeiro vendendo tapioca. Ela abre a tapioca, vem seu Zé e bota...”. A platéia vai ao delírio.
“Bora comprar bebida, Lu?”(...) “Moço, me vê uma caipirinha e uma caipifruta?” Aí o moço coloca gelo, cachaça, limão e açúcar num liquidificador que não era lavado desde o começo da festa, que já estava acontecendo há 7 dias e bateu tudo. Foi a primeira caipirinha rosa que vi. Eu preferi nem pensar o que veio de adicional na minha caipifruta porque senão eu não tomaria e a noite estava dando sinais de que eu não poderia estar sóbria para agüentar até o fim. Mesmo assim rebatizamos a bebida de “caipitéria” e, acreditem, estava bem gostosa.
Voltando ao nosso local as cantoras estavam se despedindo e nós, ansiosos pelo show de Zé Ramalho. O detalhe é que depois dela ainda teve a apresentação-tortura de Ivanildo Vila Nova, compositor da bonitinha mas utópica Nordeste independente e que provou minha tese de que alguns compositores não poderiam chegar perto do microfone nem pra dizer “Alô... Alô... Testando!”. Tentamos fugir. Tarde demais, honey. Estávamos presos na multidão formada por pessoas de aparência intimidadora. Acredito que Ivanildo foi um artifício para que o povo se dispersasse e fosse embora. Mas não teve jeito. Esse povo não desiste tão fácil.
Uma hora e meia depois, Ivanildo se despede e lá vem Zé Ramalho, certo!? Peeeeeeem! Resposta errada, meus caros. O que vem é a banda do filho de Zé Ramalho. O que vem é a chuva. O que vem é a o pai do vocalistada banda do filho de Zé Ramalho. O que vem são 4 pobres criaturas pisoteadas. O que vem sou eu, desolada, sentada no meio-fio.O que vem é um clip do Correio da Paraíba(vou assinar o Jornal da Paraíba, só de raiva). O que vem é Zé Ramalho, cinco horas depois do início da nossa odisséia. “Finalmente vou ver o show!”; penso em uma alegria infaltil. Infantil foi achar que seria tão fácil assim. Nesse momento se forma uma barreira humana na minha frente e não consigo ver nada do palco o resto da noite. Quer dizer, teve uma hora que eu vi a ponta do queixo de Zé Ramalho. Pelo menos eu quero acreditar que tenha sido dele.

Mas algo triste foi ver toda a massa entoando “vida de gado, povo marcado, ê...povo feliz...”, como se fosse a coisa mais linda do mundo. Toda aquela massa marcada, calejada, com as dificuldades mostradas em cada ruga,mas feliz porque tinha show de graça toda noite. Não havia música que representasse melhor essa massa e eles não sabem disso.
A nossa noite gloriosa termina com uma tranqüila caminhada pela rua da areia, onde estão localizados os prostíbulos de mais baixo escalão da cidade, até o carro. Centro Histórico pessoense a noite, nunca mais!


Escrito por Luna às 07h55
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Bom atendimento é a alma do negócio

Fazendo a assinatura Uol:

- Uol, bom dia!
- Bom dia, eu gostaria de fazer a minha assinatura.
Dois minutos depois:
- Parabéns! A senhora(!?) agora é uma assinante Uol

Cancelando a assinatura:
 -Uol, bom dia!
 -Eu gostaria de cancelar minha assinatura
 -Por qual motivo, senhora?
- O meu computador quebrou.
- Um momento que vou repassar para um outro departamento.
Dez minutos depois(destaque para a musiquinha irritante de espera):
- Pois não?
- Eu quero cancelar minha conta.
- Por que?
- Meu computador quebrou.
- A senhora pode deixar a conta em aberto até consertar.
- Eu não vou consetar. Vou comprar um novo.
- Quando?
- Quando eu tiver dinheiro.
- Nos temos uma parceria com uma empresa de computadores que...
- Eu não estou interesada por enquanto.
- É uma empresa de São Paulo...
- Eu moro em João Pessoa
- Eles entregam em casa.
- Eu não quero.
- Eles parcelam em 36 vezes e tem um preço promocional para nossos assinantes.
- Depois eu vejo isso.
- A promoção é limitada...
- Moço, eu não quero. Eu só quero cancelar minha conta.
- E se eu lhe der o pacote promocional novamente? R$14,90 durante 6 meses
- Mas eu não tenho computador não vai adiantar nada.
- Eu já falei da nossa parceria com uma empresa que vende computadores?
- Eu não quero.
- Tudo bem..então vamos fazer assim: além do pacote promocional, a senhora ganhará um mês inteiramente grátis.
- MOÇO, EU QUERO CANCELAR A MINHA CONTA!!!!!!!!!
- Está nervosa senhora?
- Não...
- Me pareceu por um momento que a senhora estava exaltada.
- Mas eu não estou. Vai demora muito ainda.
- Não, senhora. Espere um instante.
 Dez minutos depois com a musiquinha irritante:
- Senhora...
- Já terminou!?
-Não. Eu só queria lembrar que a senhora irá perder o direito a blog, flog, as revistas abril, um e-mail ilimitado...
-Eu sei.
- Pronto senhora
- Acabou!???????
- Já, sim.Por que!? Já está arrependida

Falem sério: Eu mereço!?



Escrito por Luna às 16h15
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“Não tenho nada preto para vestir”, pensou. Decidiu-se por uma calça jeans e uma camiseta branca.Jogou distraidamente  algumas outras roupas na mala e saiu apressadamente para não se atrasar. “Atrasada!?”- sorriu ironicamente.

 Durante o caminho algumas lembranças soltas percorriam sua mente. Enfim, ali estava diante da casa em que cresceu. Relutou um pouco até tomar coragem para entrar. Quando o fez, viu três mulheres, cada um em uma canto diferente da casa, abatidas, como aqueles que chegam ao fim da batalha.

Falou rapidamente com todos, até que não pode mais evitar de olhar para seu pai. Nesse momento  lágrimas percorreram-lhe a face, as lágrimas que ela tanto havia pedido a Deus, um deus que ela nem sabia mais se acreditava, que não permitisse que caíssem. ali estava o seu pai, morto.

A morte não mudara a sua face, apenas lhe tirou a máscara de dor que a cobriu durante os últimos anos. Mas agoras ali estava, o rosto do pai que ela conheceu e amou durante toda a vida. Beijou suas mãos pedindo a benção e começou a conversar, ainda segurando sua mão. Na época da doença, ela mantinha longas conversas com o pai e ele apertava sua mão em resposta afirmativa as perguntas.

“Pai, o senhor viu, como seu neto está grande?” Só que dessa vez não houve o aperto quase imperceptível de antes.

Chorou copiosamente, não apenas pelo pai, mas por ela. Durante todo aquele tempo, ela também morria, sua vida estava presa àquela cama. Não havia felicidade sem culpa, ou conquistas com glória. Aprendeu muito cedo, o que muitos morrem sem saber, que o pior momento da vida é quando a morte se torna a melhor opção.

Se perguntarem, ela não poderá responder  quem falou com ela no decorrer do dia ou das pessoas que ali passaram.tudo ao seu redor não passava de imagens deturpadas. A madrugada passou em um piscar de olhos, o dia tão rápido quanto. Quando o fim de tudo chegou ela sentiu o renascimento, todo o peso da morte se foi. Não que no momento do enterro os laços com seu pai tenham se rompido, pelo contrário. Pela força dessa união ela podia sentir que toda dor do pai cessara e que ele estava bem. Compreendeu que ela também ficaria.  Mais um dia terminou,para ela um novo começo.

 

*Gente, eu sei que isso tá parecendo texto de romance de revista(daqueles que ninguém compra, ainda por cima, rs). Mas pro-me-to que o tempo de textinhos mediocres nesse blog acabou.



Escrito por Luna às 21h38
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O primeiro post do ano. E como todo começo que se preze a gente sempre acredita que dessa vez "tudo vai dar certo". Em um passe de mágica nossos problemas serão resolvidos-ou pelo menos serão amenizados, nossos sonhos ganham uma chance gigantesca de serem realizados e a gente vai começar a fazer academia ou a dieta logo no dia 02! Depois colocamos para a primeira segunda-feira, que passa para depois do carnaval...mas isso não vem ao caso agora.
 o que importa é a renovação das nossas esperanças, a nossa fé(seja em Deus, em nós mesmos ou nas outras pessoas). Renovação! Não vamos permitir que ela deixa de fazer parte das nossas vidas.
 Tem tantas coisas que eu gostaria de falar aqui, mas acredito que agora não é o momento.Tenho uma ano novo pela frente,  esperaça, embora não saiba a serventia de esperança em um coração em pedaços. (Eu poderia escrever roteiros de novelas mexicanas, não poderia?)
 Bem, mas aqui fica o meu desejo sincero que todos vocês sejam felizes, qque tenham um 2005 insquecivel, porque agora tudo vai dar certo!

Escrito por Luna às 21h10
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Crise dos 20

 Sabe aquele enredo cinematográfico de segunda, no qual um quarentão se encontra com ele mesmo na juventude e vê que se tornou tudo que, naquela idade, ele não gostaria de ser? O mesmo aconteceu comigo. Embora tenha uma suspeita que tenha sido mero efeito da caipirinha.
 Chegando em casa, me deparo com uma menina gorduchinha, de grandes olhos curiosos e cabelos cacheados que quase chegavam a cintura. Era eu aos 10 anos de idade.
 -Oi.- tentei dissimular naturalidade.
 -Oi. Pensei que eu fosse ficar mais alta.
 -Er...eu sei.
-Cadê a mãe?
-Lá em Arcoverde ainda. Eu moro sozinha.
-Só!? Nossa, eu sempre quis isso! Em que você trabalha?
-Na verdade eu não trabalho...
-Ah,deve só estar estudando. A gente faz faculdade de que?
- Comunicação Social.  Na verdade, as aulas só começam no final de janeiro do próximo ano e...
- Mas como você se sustenta?
- Meus pais me bancam.
- Com vinte anos ainda vou ser sustentada pelos meus pais....não esperava isso de mim. Quem são esses nas fotos?- tentando mudar de assunto.
- Esse é seu afilhado, esses são seus melhores amigos, blá, blá, blá...
-  Cadê meu namorado?
- No momento estamos solteiras. Prefiro assim, mantenho minha independência, não preciso dar satisfação da minha vida a ninguém posso investir todo o tempo em mim. Sabe, isso é mui...
- Já entendi tudo, solteirona!
- Não é bem assim. Olha só, a gente fica com esse menino aqui, ó.
- Fica?
- É, você vai aprender o que é daqui um tempo.
- Ele é bem bonito, mas não tem cara de quem não namora sério.
- É justamente por esses tipos que você vai se sentir irremediavelmente atraída.
Conversamos sobre algumas coisas que iriam acontecer, a maioria futilidades, sobre as pessoas e alguns pequenos escândalos sobre elas. ("Nãoooo! Com aquela cara de santa?"). Resolvi poupar algumas dores desnecessárias, como o triste fim do meu pai/avô e algumas alegrias, como a primeira paixão na adolescência. Algumas coisas só podem ser entendidas quando vivemos.
Quando ia saindo se virou e me perguntou:
- A gente é feliz?
- Bastante.
- Sempre?
- Não. Se fosse não ia ter graça. Você vai entender isso com o tempo.
E ela se foi. Me dei conta de que a vida não segue os nossos planos e que isso não é ruim. Mas o que de mais importante aprendi é que tenho que parar de beber! Hoje me encontro com meu eu criança, amanhã posso estar correndo atrás de borboletas imaginárias...Sabe-se lá onde isso vai parar!



Escrito por Luna às 12h36
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            Preocupada. Foi como me senti ao assistir a uma palestra no Fenart sobre Literatura e Educação. Por ela soube de um projeto que tem como objetivo retirar a Literatura das grades curriculares das escolas.

            Em muitas instituições a literatura já em deixada em segundo plano, sendo encaixada entre as aulas de gramática e redação. Mas eu tenho uma leve intuição que corta-la definitivamente da grade curricular não a solução mais apropriada.

            A literatura é o reflexo do que vive a sociedade em determinado momento e serve como um arquivo para as gerações futuras. É um absurdo que alguém tenha tido a idéia de privar as pessoas de entenderem uma pouco mais sobre sua identidade cultural.

            Sou suspeita para falar sobre isso, já que essa era a única matéria que estudava na escola. Nas outras sempre apelava para a cara-de-pau na hora da cola e minha lábia pra enrolar os professores.  Se for pra tirar coisas inúteis tirem a física! Nunca vi nenhuma utilidade em saber “em quanto tempo o carro B alcançara o carro A, sendo que este está fazendo um movimento curvilíneo uniforme.” Eu sei que isso realmente serve para alguma coisa, mas me permitam, por favor, um momento de ignorância.

Se o ensino no país já não está bom, e isso é provado a cada ano nos vestibulares com suas tão famosas e aguardadas pérolas, imaginem se começarem a retirar as disciplinas consideradas de menor importância.

            “Rapaz, tu já ouviu falar dum tal de Jorge Amado?”

            “Claro, foi ele quem escreveu aquela novela, Tieta. Vive passando no túnel do tempo no vídeo show!”

            Muitos bons escritores já se perderam no tempo por um motivo qualquer.  Tirando o direito que temos de preservar e difundir a cultura literária entre os estudantes não serão condenadas ao esquecimento apenas nomes ou importantes obras literárias, mas também parte importante da nossa história.  E o que é um povo sem história?

            Uma vez escrevi falando mal dos livros que as escolas obrigavam os alunos a lerem. Agora acho que vou ter que rezar para que “Zezinho e a porquinha preta” continuem atormentando... quer dizer, educando as gerações futuras.  

 

 

 

           



Escrito por Luna às 12h29
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Dei uma sumida esses dias, mas meus horários ficaram meio apertados. Embora nada de relamente interessante tenha acontecido nesses últimos dias.
 -uma semana absorta no fenart (festival nacional de arte). Fraquinho, mas pessoenses não podem ficar se dando ao luxo de escolher;
 -meus pais, pela primeira vez, vieram passar um feriadão comigo(eles geralmente vem no sáb. e voltam no dom.)
-horas olhando o poste da esquina e me questionando como é que eu consegui acertar o carro do meu pai nele;
 - Tento várias aulas extras, para poder passar o natal na cidade dos meus pais;
 - Me viciei no orkut;
 - Comecei a ler "As brumas de Avalon". Orgasmos a cada página;
 - Nunca falei de orgasmos aqui.
 - Vou parar de falar besteiras agora. Ainda prezo os poucos leitores desse blog.
 
Ainda envolvida no clima de cultura popular que me dominou nesses dias de fenart...
 
O filho tinha vergonha do pai por ele ser palhaço, palhaço de um circo sem futuro. Ele decidiu que seguiria outro caminho, então foi pra capital e se formou dotô. Anos depois, recebe a noticia que seu pai está no leito de morte. Ao chegar, colocou seu jalego de lado, se acocorou ao lado do pai e disse:
 
-Pai, me ensina a ser palhaço;
Pai, me ensina a ser palhaço;
Pai, me ensina a ser palhaço!
 
E o pai, olhando para o filho, respondeu:
 
-ISSO NÃO SE ENSINA, SEU BOSTA!
 
O Palhaço do Circo sem Futuro
(ou A Trajetória da Terra)
 
Sou palhaço do circo sem futuro
Um sorriso pintado a noite inteira
O cinema do fogo
Numa tarde embalada de poeira
Circo pegando fogo
Palhaçada
Circo pegando fogo
E a lona rasgada no alto
No globo os artistas da morte
E essa tragédia que é viver
E essa tragédia
Tanto amor que fere e cansa

 



Escrito por Luna às 15h39
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Senhor, tende piedade de nós



Escrito por Luna às 08h27
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